terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Dona Ely Dias da Silva , esposa de Dimas o fundador da Vila Dimas




D.ª Ely Dias: Pioneira de Brasília e da Vila Dimas



                                Foto Arquivo: Família Dias

O Governador do Distrito Federal  Wanderley Vallim da Silva em 1990 
condecora D.ª Ely Dias Pioneira de Brasília 


Sendo condecorada Pioneira de Brasília com a Medalha do Mérito Alvorada, instituída pelo governo do Distrito Federal. GDF
Solenidade de entrega da comenda no Memorial JK


“No dia 7 de setembro de 1957 chegamos à Cidade Livre, hoje é a nossa Cidade Satélite, o Núcleo Bandeirante” 


 Na data em que se comemorava a independência do Brasil, ano de 1957. D.ª Ely Dias, juntamente com seu esposo Dimas Leopoldino, pisavam em solo candango; oriundos da capital do Estado de Goiás, A família Dias migrou-se para o cerne do Planalto Central  para vê de perto o mais deslumbrante espetáculo arquitetônico da historia do Brasil, a construção de sua própria capital “Brasília”.
A construção de Brasília deu inicio no ano de 1956, com a visão empreendedora e audaciosa de seu idealizador JK. Na época da sua construção, o cenário era do Velho Oeste, um gigantesco canteiro de obras, operários da construção civil e candangos chegavam  a cada momento para participar desta epopeia que aflorava no meio do cerrado.
D.ª Ely Dias era uma mulher destemida, afrente da sua época, natural de Itaberaí GO. Nasceu no dia 22 de março de 1924. Filha de João Dias Ferreira e Rita de Paula Pontes; Quando criança, aos cinco anos de idade D.ª Ely Dias foi morar com seu avô materno José Amaro de Mesquita, natural do Estado de Alagoas; seu avô era proprietário de uma fazenda no Município de Vianópolis GO.
A sua infância e adolescência nesta região de Goiás, foram marcadas com a chegada da estrada de ferro no ano 1934 e a locomotiva a vapor, interligando vários Estados brasileiros, entre eles Minas Gerais e Goiás, com seu destino final, o Município de Anápolis.
D.ª Ely Dias era católica, participante dos movimentos ligados à igreja, visitava vilarejos e povoados da região goiana para organizar os tradicionais festejos católicos; sua caminhada se estendia nos vários Municípios, era no povoado de Caraíbas, que a jovem Ely gostava de passear e rever seus parentes e amigos, lugar que também fez parte da sua mocidade, juntamente com sua cunhada e companheira D.ª Nica ( Tia Nica) esposa de seu irmão Abides Pontes da Conceição. Vianópolis era a cidade central de sua peregrinação. Sua mãe Rita e seus tios, João Soquete, Antônio, Cirilo entre outros, integravam a banda de música e a loja maçônica de Vianópolis. 
Em sua caminhada desbravadora pelo Estado de Goiás, visitava as igrejas de São Miguel do Passa Quatro, Leopoldo de Bulhões, Silvânia, Orizona, Pires - do - Rio e Urutaí. 
Foi numa quermesse, na cidade de Vianópolis, que D.ª Ely Dias conheceu Dimas Leopoldino da Silva, trabalhava nos festejos da igreja, era  mascate e dono de banca de jogos, Dimas Leopoldino , aquele que seria mais tarde seu esposo e pai de seus 10 filhos. O Casal seguiu viagem em uma locomotiva " Maria Fumaça" para cidade de Anápolis, constituindo sua família.
D.ª Ely Dias e seu esposo passaram por quase todos os municípios goiano, trabalharam  como enfermeiros em uma usina de açúcar no Município de Rio Verde ( das abóboras ) ,com farmácia e manipulação de remédios, funerária e na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis. Sempre juntos, percorriam o Estado de Goiás; foram testemunhas oculares da fundação de Goiânia a capital do Estado nos anos 30 e também participaram da inauguração de Brasília em 1960.
Seu esposo Dimas Leopoldino, em suas andanças, também cravou seu nome no Estado de Goiás, o casal esbanjava simpatia e atraia gentes para seu convívio, foram responsáveis pela formação e emancipação dos Municípios de Campestre e Caldazinha GO.
D.ª Ely Dias com habilidades na área de saúde, praticava a profissão de parteira, muito comum na sua época; seus serviços geralmente gratuito, fazia do casal Dimas e Ely,   serem Padrinhos de muitas crianças que nasciam sob seus cuidados.
Dimas sempre estava envolvido com as questões politicas e  fazia lideranças nas comunidades que passava, foi filiado em diversos partidos políticos e teve seu nome apreciado em varias candidaturas, para vereador, prefeito, deputado estadual e federal; mas foi quando resolveu  seguir rumo á construção de Brasília, seu nome cravou definitivamente na história do Brasil. Seu nome hoje pertence a um bairro localizado ao sul da cidade satélite de Taguatinga no Distrito Federal. “Vila Dimas”.
Mas foi na Cidade Livre que D.ª Ely fixou residência, pioneira do Núcleo Bandeirante, desde 1957, o casal chegou num dia festivo, era comemorado o dia da independência do Brasil. Acamparam de baixo de uma arvore gameleira as margens do que hoje a EPNB, setor de motéis do N. Bandeirante.
Na época da construção de Brasília, não era muito fácil para os pioneiros e candangos, a precariedade e falta de saneamento básico era de enorme proporção, as casas dos operários eram de madeiras e lonas, não havia pavimentação asfáltica nestas regiões periféricas, tudo estava começando; a terra vermelha do cerrado nevoava em pequenos tornados o altiplano descampado. Faltava água, luz e comunicação telefônica, na Cidade Livre, havia  somente um ponto telefônico  da COTELB.  Companhia Telefônica de Brasília, que começava a se expandir com muita dificuldade.   
No ano de 1960 em que Brasília era inaugurada por JK. Também, o casal Dimas e D.ª Ely, assentavam muitas famílias em um chapadão do cerrado nas localidades de Taguatinga Sul. Foi a iniciativa de seu Esposo Dimas liderar um movimento comunitário e acomodar famílias de trabalhadores e gentes que ainda chagavam em Brasília para se ocupar na construção civil e em  outros serviços.
No dia do trabalhador 1 de maio de 1960, Dimas assentou nesta área cerca de 500 famílias desabrigadas oriundas de outras vilas, núcleos e acampamentos, que deveriam ser extintos apos a fundação de Brasília. Assim formou-se a Vila Dimas.
D.ª Ely Dias nunca quis desprender-se do Núcleo Bandeirante, cidade de Brasília que adotou para criar seus filhos; foi lá que eles  cresceram, se empregaram  nos Bombeiros, Policia Militar,  Secretaria de Saúde, Telebrasília; seu esposo ingressou na Guarda Especial de Brasília GEB. Dimas  aposentou na Policia Civil DF.
 Ely Dias criou com muita dificuldade seus 10 filhos após sua separação conjugal, mas no Núcleo Bandeirante D.ª Ely Dias, convertida ao protestantismo, encontrava forças e alegria de uma nova vida com o crescimento da sua descendência. 
Pertencente a igreja evangélica e ao Clube dos Pioneiros de Brasília, sempre esteve presente em datas comemorativas que faziam alusão  à historia do Núcleo Bandeirante e de Brasília.
A Família Dias, conta hoje, com mais de 70 integrantes, somando os filhos, netos, bisnetos, tataranetos e muitos outros agregados.
 Seu neto Elias Dias, foi administrador do Núcleo Bandeirante, sua gestão ocorreu entre 2010 a 2015. Infelizmente  a pioneira da Cidade Livre, não teve a  realização de vê seu neto Elias Dias governar a Cidade de seus sonhos , a pioneira faleceu no ano de 1991 e seus restos mortais repousam na praça dos pioneiros no cemitério campo da esperança DF. O Núcleo Bandeirante Chorou a morte da sua pioneira, conhecida por todos na cidade que preserva até hoje as tradições interiorana, D.ª Ely Dias deixou saudades para a comunidade que Ela  viu nascer.



 Pioneira do Núcleo Bandeirante 



D.ª Ely Dias Condecorada com a Medalha de Pioneira do Núcleo Bandeirante



 Governador José Aparecido de Oliveira Condecorando D.ª Ely Dias com a Medalha de Pioneira do Núcleo Bandeirante . Solenidade na Casa do Pioneiro no Núcleo Bandeirante DF. 1985






Em seu Lar no Núcleo Bandeirante 



D.ª Ely Dias 






D.ª Ely Dias,  aniversário de Manoel Dias em  1976




                                                               1933 e 1983




Autor da Biografia: Manoel Dias 








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

TAGUATINGA É OFICIALIZADA EM 1958 ABRINDO CAMINHO PARA VILA MATIAS E VILA DIMAS





NASCE NO CERRADO: TAGUATINGA, VILA MATIAS E 


VILA DIMAS 

                                                           1958   Foto: Acervo Jornal Satélite


 Dr. Ernesto Silva, Dimas e Matias. 

REUNIÃO PARA  CONSOLIDAÇÃO DE TAGUATINGA E ABERTURA DO PROCESSO DE CRIAÇÃO DE DUAS IMPORTANTES VILAS AO SUL DA SATÉLITE
MATIAS E DIMAS


Esta foi uma das primeiras fotografias em meio ao cerrado registrar a formação de Taguatinga, estavam presentes o Srs. Dimas Leopoldino da Silva e Raimundo Matias, lideranças comunitárias e outras autoridades governamentais a exemplo do Dr. Ernesto Silva secretário responsável  para assuntos fundiários. Dr. Ernesto Silva, que também era médico mapeava a região central de Taguatinga para a consolidação desta importante Cidade Satélite do Distrito Federal.

Em 1958 nas terras da Fazenda Taguatinga, pertencente ao município de Luziânia - Goiás, Foi a responsável para o nascimento da primeira Cidade Satélite de Brasília a titulo oficial. Os pioneiros e candangos, trabalhadores da construção de Brasília, reivindicavam as autoridades ligadas ao presidente da Republica Juscelino Kubitschek de Oliveira a ocupação destas terras para assentamento e construções de suas casas, pois a demanda por áreas eram muito grande devido o excesso do contingente populacional que chegavam a cada momento, de várias  localidades do pais para a construção da nova capital.
Moradores e lideranças comunitárias reuniam-se  sistematicamente para destinação, mapeamento e organização dos setores  da cidade, evidentemente que no ano de 1958 a Cidade de Taguatinga já era uma realidade.
 As Lideranças de Raimundo Matias  e Dimas Leopoldino  logo também  foram  perceptivas ao Sul da região com o aparecimento das Vilas  Matias e em seguida  Dimas. Tanto o Matias que deu inicio ao assentamento em 4 de janeiro de 1960 e Dimas se destacaram como lideres comunitário ao conduzir  e abrigarem as famílias carentes em lotes de terras nestes assentamentos, que em suas homenagens levam até hoje o seus nomes Vila Matias e Vila Dimas.
A Vila Dimas, a segunda ser criada, ocorreu no dia 1 de maio de 1960, dois anos depois da oficialização da Cidade Satélite de Taguatinga e dois meses depois da inauguração da Nova Capital Brasília.
Estas duas Vilas: Matias e Dimas foram de fundamental importância para o processo de ocupação das áreas desocupadas e assentamentos das famílias segregadas, impossibilitadas de se estabelecerem  nas regiões nobres de Brasília e também nos núcleos provisórios que funcionavam como cidade dormitório dos operários, estes núcleos deveriam ser extintos após a  inauguração de Brasília em 1960.
Matias e Dimas foram líderes que deixaram cravado seus nomes nos anais da história de Taguatinga e de Brasília, homens obstinados que resistiram as forças contrárias que tentavam de todas as maneiras impedirem de realizar tamanha tarefa , de rebanhar famílias desabrigadas oriundas de invasões que permeavam do o DF.
Por Prof. Manoel Messias Dias da Silva

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Professora Alice Dias da Silva: Educação com Amor


Alice Pioneira de Brasília

                                                                                                                                               Foto Arquivo da família Dias

Professora Alice no Grupo Escolar em Santo Antonio do Descoberto GO. Em 1965

( Filha de Dimas Fundador da Vila Dimas- 1960)


Alice Dias da Silva chegou a solo candango no dia 7 de setembro de 1957, com os seus pais, Dimas Leopoldino da Silva ( Fundador da Vila Dimas em Taguatinga Sul no ano de 1960)  e Ely Dias da Silva; O casal oriundos de Goiânia foi atraído para o centro do planalto central para acompanhar de perto o surgimento da moderna capital do Brasil que se erguia em meio ao cerrado.
       O desembarque da família Dimas se deu aos arredores da Cidade Livre, hoje a atual satélite do Núcleo Bandeirante.
Seu pai Dimas trouxe a família em seu caminhão Chevrolet 1951. Acampando-se debaixo de uma gameleira, arvore que ainda hoje está na EPNB  próximo ao setor de motéis no Núcleo Bandeirante.
     Alice Dias da Silva pertencia o coro da 1ª Igreja Batista de Brasília na 2ª Avenida e Travessa Dom Bosco. O pastor Elias Brito Sobrinho foi o pioneiro que fincou a pedra fundamental  da igreja que anunciava o evangelho , juntamente com a igreja do padre Roque Viliatti.
      A professora Alice Dias da Silva, no ano de 1965 assumiu a gestão do Grupo Escolar em Santo Antônio do Descoberto, Distrito do Município de Luziânia Go. Professora dedicada a docência, humanizada e preocupada com as questões sociais de seus alunos, lecionava aos moldes do Método Freiriano de ensino.
   Retornando ao Núcleo Bandeirante que já era fixado e pertencente ao complexo administrativo do DF. Desde 1961 através da Lei 4.020 de 20 de dezembro de 1961 e sancionada pelo presidente João Goulart, em plena Avenida Central da Satélite.
    A professora Alice através de concurso publico ingressa no DTUI - Departamento de Telefones Urbanos e Interurbanos, que posteriormente passou-se  chamar de COTELB Companhia Telefônica de Brasília e Telebrasília.
   A pioneira Alice é  mãe de Elias Dias Carneiro que foi administrador do Núcleo Bandeirante no período de 2011 à 2014 e de Adriane Dias de Oliveira; Alice é avó de 6 netos e 2 bisnetos; atualmente a pioneira reside na Vicente Pires em Companhia de sua filha.



                                                               AS IRMÃS DIAS



Clarisse Dias( esquerda), Eunice Dias (centro) e Alice Dias (direita)
1973 Núcleo Bandeirante DF.




Alice Dias da Silva
 2014 Brasília DF




Aniversário de seu bisneto João Miguel

Da direita para esquerda:

Alice, Karina, Carol, Lucas, Adriane e Ricardo 

Ano: 2015


Alice Dias, Elias Dias, Adriane Dias e Joaquim Carneiro
Pioneira Alice com seus filhos Elias ex administrador do Núcleo Bandeirante , Sua Filha a pastora Adriane e o Sr. Joaquim Carneiro


Alice Dias e sua neta Mariana Dias



  


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

BRASÍLIA: ADEUS AO PIONEIRO CRIADOR DA VILA DIMAS


ADEUS AO  PIONEIRO  DIMAS

Foto Arquivo família Dias

PIONEIRO DIMAS - FUNDADOR DA VILA DIMAS


Dimas Leopoldino da Silva
Nasceu em Bela Vista de Goiás  -  3 de abril de 1920
Faleceu em Anápolis - 20 de fevereiro de 2004



 Brasília deu adeus no dia 20 de fevereiro de 2004 ao seu pioneiro Dimas Leopoldino da Silva, Desbravador incansável, cravou seu nome na  história de Brasília, sobretudo de Taguatinga.
O pioneiro Dimas chegou a Brasília em 7 de setembro de 1957 na Cidade Livre, núcleo provisório dos pioneiros e candangos.
Mas foi ao sul de  Taguatinga que o pioneiro Dimas fez história ao assentar mais de três mil famílias, que mas tarde em sua homenagem deram-na o nome de Vila Dimas.
A Vila Dimas  está localizada na cidade satélite de Taguatinga Sul no Distrito Federal; na época da construção de Brasília a Vila Dimas serviu de refúgio para os pioneiros e candangos, gentes oriundas de todas as localidades do Brasil para a construção de Brasília, a Nova Capital; após a inauguração de Brasília em 1960, os núcleos provisórios deveriam ser demolidos.
 Em 1 de maio de 1960, o pioneiro Dimas Leopoldino da Silva, natural de Bela Vista de Goiás e que já havia chegado no ano de 1957 na Cidade Livre; deflagrou um movimento de apoio aos moradores do IAPI, que estavam sendo retirados  a força pela GEB - Guarda Especial de Brasília.
  O pioneiro Dimas que também era pastor missionário da Igreja Assembleia de Deus do Ministério de Madureira, comovido com aquela situação transferiu os moradores da invasão do IAPI para uma área de cerrado, antes pertencente a fazenda Taguatinga.
Dimas assentou cerca de três mil famílias, entregando a elas lotes para suas moradias, que em sua homenagem batizaram  o assentamento de Vila Dimas.










História : TAGUATINGA - VILA DIMAS


História : TAGUATINGA - VILA DIMAS

                                                                         
                                                                      
                                 
                                                                                         foto arquivo família Dias

Aqui começava a Vila Dimas em Taguatinga Sul-  1 de maio de 1960

Dimas Leopoldino da Silva com famílias dos futuros assentados 


                                                                  Por: Prof. Manoel Messias Dias da Silva

Taguatinga 1958- Brasília 1960-Vila Dimas 1960

A cidade satélite de Taguatinga foi oficializada no dia 5 de junho de 1958, nas terras da antiga fazenda Taguatinga, pertencente ao município de Luziânia-GO. Portanto é a primeira Cidade Satélite a ser oficializada do Distrito Federal.
As cidades satélites não estavam previstas no plano urbanístico da criação de Brasília; mas com o crescimento vertiginoso da população, na maioria dos operários que vieram de outras localidades do país para participar da construção da nova capital e que estes trabalhadores da construção civil não tinham acesso as moradias no Plano Piloto  destinadas ao funcionalismo público, que vieram  transferido do Rio de Janeiro e de  outros lugares para trabalharem na Nova Capital.
Começaram então surgir às invasões, assentamentos e aglomerados urbanos para atenderem  as necessidades de moradias para as famílias dos pioneiros construtores que resistiam em não retornar para seus locais de origens.
Os núcleos provisórios e acampamentos que serviam de moradias para os trabalhadores tinham que serem removidos após 1960 com a inauguração de Brasília;  Cidade Livre atual Núcleo Bandeirante, Velha-Cap que é hoje a Candangolândia, Vila Planalto e os acampamentos Pacheco Fernandes , Placa das Mercedes, IAPI onde funcionava o Hospital HJKO - Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Taguatinga antes mesmo da fundação de Brasília ocorrida no dia 21 de Abril de 1960 pelo Presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira; a satélite  já se organizava como cidade e se oficializava no complexo administrativo do Distrito Federal.
Com a formação do Lago Paranoá a Vila Amauri foi uma das primeiras a se instalar em Taguatinga que era  cortada pelo Córrego Taguatinga  a oeste de Brasília; a cidade de Taguatinga crescia rapidamente com os pioneiros que ocupavam áreas de cerrados, no centro da cidade surgem as avenidas comerciais e ao sul se instalavam as Vilas : Matias e Dimas; responsáveis para abrigarem  pessoas desalojadas e que chegavam na Nova Capital com esperança de se empregar no mercado de trabalho, mas as condições eram precárias para as famílias que chegavam nos assentamentos.
A Vila Dimas foi criada no dia do  trabalhador, 1º de maio de 1960, um mês depois da inauguração de Brasília, com sua arquitetura moderna contrastando com os barracos de madeiras das invasões  na periferia.
Eram  com as sobras das madeiras dos canteiros de obras que se erigiam os barracos para moradias das famílias segregadas da elite do centro da capital. Assim crescia a Vila Dimas, empreendida pelo seu fundador Dimas Leopoldino da Silva responsável pela organização do assentamento que mais tarde levaria seu nome.
A Vila Dimas faz parte da historia de todos os pioneiros e brasilienses candangos que participaram e nasceram  na época da construção de Brasilia.
 Era na Vila Dimas que se podia encontrar farmácia, ferragista e uma variedade no seu comercio que cercava sua praça no centro do vilarejo.
 Hoje a Vila Dimas mantem a tradição de bairro interiorano, as famílias pioneiras fazem compras no seu comercio local  e na tradicional feira livre que funciona aos domingos na praça da Vila Dimas.  

Pioneiro Dimas demarcando e assentando as família em área do cerrado ao sul de Taguatinga- Vila Dimas



                                                                                            foto arquivo família Dias





quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Dimas distribuindo lotes na vila que levou o seu nome: Vila Dimas





Dimas distribuindo lotes na vila que levou o seu nome:

 Vila Dimas


                                                                Foto: Arquivo Família Dias


Dimas Leopoldino da Silva e as primeiras famílias do assentamento Vila Dimas



VILA DIMAS: REFÚGIO DE CANDANGOS E PIONEIROS NA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA
Autor: Prof. Manoel Messias Dias da Silva
Resumo

Vila Dimas nasce junto com Brasília, no ano de 1960, numa região localizada em Taguatinga Sul no Distrito Federal, servindo de refúgio aos pioneiros, candangos e trabalhadores migrantes vindos de todas as localidades da nação, sobre tudo do nordeste, comprometidos na construção de Brasília, vítimas da segregação socioespacial. A Vila Dimas teve como fundador, Dimas Leopoldino da Silva, pioneiro, camponês, religioso, natural de Bela Vista GO, que havia lutado ao lado de José Porfírio, líder da chamada Guerrilha das Trombas no Formoso, região norte de Goiás. Dimas chega a Brasília no dia 7 de setembro de 1957, se estabelecendo aos arredores da Cidade Livre, hoje cidade satélite do Núcleo Bandeirante, juntamente com a sua família, se acampam debaixo de uma gameleira com seu caminhão pau de arara. A história da Vila Dimas está intimamente ligada com a construção de Brasília, fundada por Juscelino Kubitschek de Oliveira e uma grande equipe de engenheiros, arquitetos e urbanistas com a missão de erguer em meio ao cerrado do planalto central a Capital da República. Uma boa parte dos pioneiros e candangos após a construção de Brasília permaneceu no Plano Piloto e foram testemunhas oculares da ocupação de áreas não prevista no plano original. A Vila Planalto próxima ao Palácio do Planalto e Paranoá permaneceram em seus locais de origem, devido à absorção de mãos de obra para o mercado de trabalho, utilizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital – NOVACAP. Ainda, no período da construção de Brasília, já era percebido um elevado número de aglomerados urbanos à sua volta, as vilas e invasões se formavam da noite para o dia, ao mesmo tempo em que eram executados os mais arrojados projetos no eixo central; a fragmentação socioespacial dá lugar à segregação das classes econômicas, propiciando os surgimentos de novos núcleos habitacionais ao seu redor, com construções de barracos de madeira feitos com as sobras dos canteiros de obras. A Cidade Livre era um núcleo provisório dos pioneiros e candango, um lugar de laser para os trabalhadores das construtoras. Lá abrigava variado comércio de bens e serviços, dois cinemas, cantinas e muitos botecos com música tocada por trios de forró, tradição nordestina. O outro acampamento provisório era a Candangolândia que ficava entre a Cidade Livre e a invasão do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI. Na Candangolândia estava o presídio e a sede da Guarda Especial de Brasília - GEB. Esta guarda era um serviço de vigilância ligado à NOVACAP, que tinha a função de proteger os inúmeros canteiros de obras, bem como, manter a ordem pública. Mas tarde a GEB foi incorporada a Policia Militar e a Policia Civil do Distrito Federal. Para além, estava o Plano Piloto, centro administrativo com a esplanada dos ministérios, palácios, residências para o alto escalão do poder; as cidades satélites, conhecidas como cidades dormitórios, que em número reduzidos não conseguiam absorver um elevado contingente populacional que chegavam diuturnamente em solo candango. "Candango" é o termo dado aos trabalhadores que migravam à futura capital para sua construção e também dado às pessoas que nascem no Distrito Federal. O surgimento da Vila Dimas está vinculado à primeira remoção da invasão do IAPI. Nesta invasão os moradores foram surpreendidos na manhã de 1º de maio de 1960, pela GEB, que dava ordem de despejo, reprimindo e retirando as famílias a força. Dimas liderou o movimento de resistência, negociou com o Governo a transferência de mais de três mil famílias desabrigadas para um chapadão do cerrado, localizado ao sul da fazenda Taguatinga a Oeste de Brasília. Taguatinga antes pertencente ao município de Luziânia Goiás. Desde 1958 que Taguatinga já acolhia um grande contingente populacional e se transformava em cidade satélite de Brasília. Anos mais tarde na década de 70, o Governo erradica de vez a invasão do IAPI criando a Campanha de Erradicação das Invasões - CEI, transferindo para a futura cidade satélite de Ceilândia e depois para a satélite da Candangolândia. O processo de ocupação da Vila Dimas foi ordeiro e pacifico, famílias eram assentadas em glebas de terras demarcadas pelo seu líder. Na Vila Dimas os moradores podiam contar com igrejas, feira livre e comércio ao redor da praça que estava localizada a sede administrativa, espécie de subprefeitura que promovia assistência social e filantropia para toda sua comunidade. Estes moradores foram vítimas de todas as sortes de preconceitos e da segregação socioespacial, imposição arbitrária e controladora do poder hegemônico às pessoas que não conseguiam se instalar nas poucas cidades próximas ao Plano Piloto, região central da Nova Capital.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CORRÊA, Roberto Lobato. A Cidade Contemporânea: Segregação Espacial. SP: Ed. Contexto, 2013.
VASCONCELOS, José Adirson. Os Pioneiros da construção de Brasília-1992.
BAHOUTH, Alberto Júnior. Taguatinga Pioneiros e Precursores- 1978 Ed. HP. Mendes. Brasília-DF.

























VILA DIMAS: REFÚGIO DE CANDANGOS E PIONEIROS NA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA


VILA DIMAS: REFÚGIO DE CANDANGOS E PIONEIROS NA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA

Por: Manoel Messias Dias da Silva

                                                                                                                                                                                        Foto: Arquivo Família Dias
DIMAS ( De chapéu e Blêizer à direita), Sua filha Alice ( No centro) e demais moradores da comunidade Vila Dimas


VILA DIMAS- TAGUATINGA DF.
PRIMEIRA CASA DE MADEIRA EDIFICADA NA VILA DIMAS
ERA A ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES E SUB PREFEITURA LIDERADA PELO O PIONEIRO DIMAS LEOPOLDINO DA SILVA. EM  1960








Dimas Leopoldino da Silva  - Fundador da Vila Dimas em 1º de maio de 1960 em Taguatinga sul -DF.

VILA DIMAS: REFÚGIO DE CANDANGOS E PIONEIROS NA CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA Resumo:


Autor: Prof. Manoel Messias Dias da Silva
Vila Dimas nasce junto com Brasília, no ano de 1960, numa região localizada em Taguatinga Sul no Distrito Federal, servindo de refúgio aos pioneiros, candangos e trabalhadores migrantes vindos de todas as localidades da nação, sobre tudo do nordeste, comprometidos na construção de Brasília, vítimas da segregação socioespacial. A Vila Dimas teve como fundador, Dimas Leopoldino da Silva, pioneiro, camponês, religioso, natural de Bela Vista GO, que havia lutado ao lado de José Porfírio, líder da chamada Guerrilha das Trombas no Formoso, região norte de Goiás. Dimas chega a Brasília no dia 7 de setembro de 1957, se estabelecendo aos arredores da Cidade Livre, hoje cidade satélite do Núcleo Bandeirante, juntamente com a sua família, se acampam debaixo de uma gameleira com seu caminhão pau de arara. A história da Vila Dimas está intimamente ligada com a construção de Brasília, fundada por Juscelino Kubitschek de Oliveira e uma grande equipe de engenheiros, arquitetos e urbanistas com a missão de erguer em meio ao cerrado do planalto central a Capital da República. Uma boa parte dos pioneiros e candangos após a construção de Brasília permaneceu no Plano Piloto e foram testemunhas oculares da ocupação de áreas não prevista no plano original. A Vila Planalto próxima ao Palácio do Planalto e Paranoá permaneceram em seus locais de origem, devido à absorção de mãos de obra para o mercado de trabalho, utilizada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital – NOVACAP. Ainda, no período da construção de Brasília, já era percebido um elevado número de aglomerados urbanos à sua volta, as vilas e invasões se formavam da noite para o dia, ao mesmo tempo em que eram executados os mais arrojados projetos no eixo central; a fragmentação socioespacial dá lugar à segregação das classes econômicas, propiciando os surgimentos de novos núcleos habitacionais ao seu redor, com construções de barracos de madeira feitos com as sobras dos canteiros de obras. A Cidade Livre era um núcleo provisório dos pioneiros e candango, um lugar de laser para os trabalhadores das construtoras. Lá abrigava variado comércio de bens e serviços, dois cinemas, cantinas e muitos botecos com música tocada por trios de forró, tradição nordestina. O outro acampamento provisório era a Candangolândia que ficava entre a Cidade Livre e a invasão do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários - IAPI. Na Candangolândia estava o presídio e a sede da Guarda Especial de Brasília - GEB. Esta guarda era um serviço de vigilância ligado à NOVACAP, que tinha a função de proteger os inúmeros canteiros de obras, bem como, manter a ordem pública. Mas tarde a GEB foi incorporada a Policia Militar e a Policia Civil do Distrito Federal. Para além, estava o Plano Piloto, centro administrativo com a esplanada dos ministérios, palácios, residências para o alto escalão do poder; as cidades satélites, conhecidas como cidades dormitórios, que em número reduzidos não conseguiam absorver um elevado contingente populacional que chegavam diuturnamente em solo candango. "Candango" é o termo dado aos trabalhadores que migravam à futura capital para sua construção e também dado às pessoas que nascem no Distrito Federal. O surgimento da Vila Dimas está vinculado à primeira remoção da invasão do IAPI. Nesta invasão os moradores foram surpreendidos na manhã de 1º de maio de 1960, pela GEB, que dava ordem de despejo, reprimindo e retirando as famílias a força. Dimas liderou o movimento de resistência, negociou com o Governo a transferência de mais de três mil famílias desabrigadas para um chapadão do cerrado, localizado ao sul da fazenda Taguatinga a Oeste de Brasília. Taguatinga antes pertencente ao município de Luziânia Goiás. Desde 1958 que Taguatinga já acolhia um grande contingente populacional e se transformava em cidade satélite de Brasília. Anos mais tarde na década de 70, o Governo erradica de vez a invasão do IAPI criando a Campanha de Erradicação das Invasões - CEI, transferindo para a futura cidade satélite de Ceilândia e depois para a satélite da Candangolândia. O processo de ocupação da Vila Dimas foi ordeiro e pacifico, famílias eram assentadas em glebas de terras demarcadas pelo seu líder. Na Vila Dimas os moradores podiam contar com igrejas, feira livre e comércio ao redor da praça que estava localizada a sede administrativa, espécie de subprefeitura que promovia assistência social e filantropia para toda sua comunidade. Estes moradores foram vítimas de todas as sortes de preconceitos e da segregação socioespacial, imposição arbitrária e controladora do poder hegemônico às pessoas que não conseguiam se instalar nas poucas cidades próximas ao Plano Piloto, região central da Nova Capital.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
CORRÊA, Roberto Lobato. A Cidade Contemporânea: Segregação Espacial. SP: Ed. Contexto, 2013.
VASCONCELOS, José Adirson. Os Pioneiros da construção de Brasília-1992.
BAHOUTH, Alberto Júnior. Taguatinga Pioneiros e Precursores- 1978 Ed. HP. Mendes. Brasília-DF.
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